42 Circuito de Vila Real

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  A 42.ª edição do Circuito Automóvel de Vila Real vai expor carros que deixaram marcas nas estradas desta cidade. Carros que venceram edições anteriores, carros que foram conduzidos por reconhecidos pilotos e imagens que falarão por si.

42º Circuito Automóvel Dolce Vita de Vila Real

Bem-vindo ao 42.º Circuito Automóvel Dolce Vita de Vila Real

 
 
Bem-vindo ao 42º Circuito Automóvel Dolce Vita de Vila Real, o mais emblemático circuito citadino de Portugal.

Por aqui passaram ao longo dos últimos 80 anos alguns dos melhores pilotos do mundo e Vila Real, ano após ano prepara-se para receber milhares de visitantes.

A Global Sport em parceria com a Câmara Municipal e o Clube Automóvel de Vila Real convidam o mundo para assistir a este acontecimento mágico repleto de adrenalina e muita animação.

Com a prova rainha da velocidade em Portugal, os PTCC, e uma prestigiada prova constituída por grandes pilotos internacionais, Corrida de Turismos e Grande Turismos até 1981 Cidade de Vila Real (CTGT-H81), que atingem mais de 250 km/h, a edição de 2009 promete ser única.

Esperamos por si!

 

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Testemunhos

Left direction
1973

 

 

 

 

 

 

 

O Circuito de Vila Real, onde tive o prazer de correr nas classes Turismo (Alfa Romeo GTA), GT (Ford GT40), Fórmula 3 (Brabham BT21) e Sport-Protótipos (Lola T-280 em 1972 e Lola T-292 em 1973) sempre foi, para mim e para os pilotos que conheci nos países europeus onde tive o prazer de defender as cores portuguesas, um dos grandes daqueles tempos.
E um dos grandes, para além do invulgar perímetro da sua pista, e da velocidade e beleza e perigosidade que ela encerrava, que naquela época eram elementos constituintes do desporto automóvel, no sentido de ser considerado “irmão mais novo” do famoso Nurburgring que estava no topo da classe incomparável das pistas europeias.
Mas, se me é permitida uma como que furtiva lágrima, sobretudo do maravilhoso ano de 1973 e do recorde absoluto daquela pista ainda hoje junto ao meu coração, 2m19s120 à média de 178,173 km/h, Vila Real era superior a todos as outras pistas que conheci pelas suas gentes, pela sua determinação em serem os melhores, pelo calor com que acolhiam pilotos, mecânicos e os carros, e a indisfarçada vaidade de nos terem no seu meio. Para não falar no tradicional “para além do Marão”.

Regressar a Vila Real especifica e exactamente àqueles anos de ouro do automobilismo português e internacional, desde a maravilha daquela pista até ao contexto actual do desporto automóvel não será possível. Mas é possível, sim , Vila Real “regressar ao futuro”, aquelas suas gentes e o seu calor não mudaram, a vontade de serem os melhores é certamente a mesma, “ para lá do Marão…” estará hoje mais rico e determinado que nunca. E mesmo considerando um circuito necessariamente adaptado às necessidades de uma cidade em crescimento e de uma legislação internacional cada dia mais exigente, o facto é que ali se poderão realizar corridas, porque as pistas permanentes, hoje em dia, já se transformaram em circuitos anoréxicos e sem espírito e sem alma, eternizarão os circuitos citadinos como “la creme de la creme” do desporto automóvel.

 

 

Em visita a Vila Real, o piloto americano Charles McCarthy, que participou nas edições de 1966, 1967 e 1968 das Corridas de Vila Real, revive as emoções de há 40 anos, como o famoso acidente na ponte metálica, ao volante do Brabham BT15, que deixou em sobressalto todos os espectadores presentes.

Numa entrevista em colaboração com a Rádio Voz do Marão, McCarthy recorda alguns desses momentos que marcaram a sua carreira e a história do circuito citadino.

Rádio Voz do Marão (RVM): Desde que se deslocou pela primeira vez a Vila Real para a prova de 1966, até há actualidade, muitas coisas mudaram, qual é a principal transformação que denota nesta cidade?
McCarthy: O Cenário geral não mudou muito, mas os arredores da cidade estão muito diferentes, a cidade cresceu, apesar do circuito propriamente dito ter diminuído em termos de distância, comparativamente com o percurso de há 40 anos.

RVM: Qual é a principal diferença que possuem os circuitos do seu país de origem, EUA, em relação ao circuito de Vila Real?
McCarthy: Nos EUA não existem circuitos citadinos, e o facto de existirem poucos deste género em todo mundo, faz do circuito de Vila Real um dos mais atractivos. Sem dúvida, o melhor em que tive oportunidade de correr.

RMV: Em 40 anos os veículos mudaram, progrediram, atingem agora maior velocidade, e mesmo em termos de segurança os regulamentos são outros. O que pensa desta evolução?
McCarthy: É claro que hoje os veículos são mais evoluídos. Nos 3 anos que corri em Vila Real, Entre 1966 e 68, eu notei um avanço significativo nesta matéria, e mesmo durante os dias em que estava em prova, à medida que íamos palpando terreno, eram realizadas mudanças para o carro se tornar mais veloz. É a evolução normal dos tempos.

RMV: O que nos pode dizer relativamente ao aparatoso acidente que se tornou num dos mais espectaculares momentos do circuito de Vila Real?
McCarthy: Foi um momento memorável. Lembro-me que fechei muito rápido a curva que antecede a ponte, o que me levou a chocar com Steve Matchett, destruindo por completo o meu Brabham Cosworth BT 15. Mas as fotografias existentes são mais elucidativas, e mostram bem o estado em que ficaram os veículos envolvidos no acidente.

RMV: Falta pouco mais de um mês para a 42ª edição do circuito de Vila Real, ainda vai estar em Portugal nessa altura?
McCarthy: Não sei se vou ter oportunidade de assistir às corridas, apesar de, claro, ter muita vontade em reviver o mítico circuito citadino, mas como não depende apenas de mim, não me posso certificar de que vou estar presente nessa data.

RMV: Sabemos que actualmente já não compete, mas admite que nunca perdeu o interesse pelos veículos motorizados?
McCarthy: Apreciou particularmente a vertente tecnológica do desporto automobilístico, e contrariando a minha natureza, não sou muito adepto de competições que envolvem históricos, apesar de acompanhar com interesse todas as provas internacionais de duas rodas.

RMV:
Para terminar, pode nomear algum piloto que, para si, se destaca actualmente no panorama desportivo motorizado?
McCarthy: É uma escolha difícil. Há obviamente pilotos que aprecio e que começam a sobressair, como o caso de Sebastian vettel, entre outros. Acredito ainda que alguns nomes da “velha guarda”, e que têm dominado a Fórmula 1, possam desaparecer num futuro recente.



Filipe Ribeiro

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